Economia
Bloomberg. Grupos Lufthansa e Air France-KLM apresentaram proposta para a TAP
A agência Bloomberg avançou que os grupos Lufthansa e Air France-KLM apresentaram propostas vinculativas para a compra de uma participação minoritária na companhia aérea portuguesa.
O prazo para entrega de propostas vinculativas para a compra de 49,9 por
cento da TAP terminava esta quarta-feira. A compra da participação
inclui os cinco por cento dirigidos preferencialmente aos trabalhadores. "No âmbito da terceira etapa do processo de venda de referência de 44,9% do capital social da TAP, SA consagrada no artigo 13º do Caderno de Encargos (CE) aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 141 -- B/2025, a PARPÚBLICA, SGPS, S.A. anuncia que recebeu duas propostas vinculativas, apresentadas pelos interessados convidados a fazê-lo após a conclusão da segunda etapa da referida operação, Air France-KLM S.A. e Deutsche Lufthansa Aktiengesellschaft ("Deutsche Lufthansa AG") [indicadas por ordem alfabética]", confirmou por seu lado o comunicado da Parpública.
A privatização da transportadora aérea nacional encerra mais um capítulo, com o governo a pretender encerrar o dossier até setembro.
Em junho, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse à
Antena 1 que o Governo prevê escolher o vencedor até setembro e que o
grupo escolhido poderá assumir a cogestão da transportadora ainda em
2026, antes da entrada efetiva no capital, estimada para o verão de
2027, após a `luz verde` de Bruxelas.
O prazo exerce pressão sobre a Parpública, responsável por analisar e
responder às propostas apresentadas, num prazo de 30 dias, "salvo se
houver lugar a pedidos esclarecimentos, a qualquer um dos
proponentes, sobre as respetivas propostas, caso em que o referido prazo
se suspende até que sejam prestados todos os esclarecimentos ou decorra
o prazo que tenha sido fixado aos proponentes para o efeito".
Poderá depois seguir-se uma fase opcional de negociações para melhorar as propostas, antes da escolha do investidor.
A decisão final implicará ainda um conjunto de passos formais, incluindo a aprovação em Conselho de Ministros e a obtenção de luz verde das autoridades europeias de concorrência.
As últimas avaliações valorizam a TAP entre 1,4 mil milhões e dois mil milhões de euros, tendo concluído o seu processo de reestruturação.
Operação que custou 3,2 mil milhões de euros que os contribuintes portugueses injetados ao longo dos últimos anos. O executivo poderá encaixar cerca de 700 mil a mil milhões de euros com a privatização.
Poderá depois seguir-se uma fase opcional de negociações para melhorar as propostas, antes da escolha do investidor.
A decisão final implicará ainda um conjunto de passos formais, incluindo a aprovação em Conselho de Ministros e a obtenção de luz verde das autoridades europeias de concorrência.
As propostas finais deverão incluir os termos financeiros e estratégicos
para a entrada no capital da companhia aérea. Serão ainda avaliados o
investimento previsto, o desenvolvimento da frota, a aposta em áreas
como a manutenção e os combustíveis sustentáveis e o respeito pelos
compromissos laborais.
A parcela não subscrita poderá ser adquirida pelo investidor selecionado, ao abrigo de um direito de preferência.
As últimas avaliações valorizam a TAP entre 1,4 mil milhões e dois mil milhões de euros, tendo concluído o seu processo de reestruturação.
Operação que custou 3,2 mil milhões de euros que os contribuintes portugueses injetados ao longo dos últimos anos. O executivo poderá encaixar cerca de 700 mil a mil milhões de euros com a privatização.
Dois candidatos
O processo de venda parcial da TAP, relançado pelo Governo em 2025, ficou reduzido a dois candidatos, após a saída do International Airlines Group (IAG), dono da Iberia e da British Airways.
O processo de venda parcial da TAP, relançado pelo Governo em 2025, ficou reduzido a dois candidatos, após a saída do International Airlines Group (IAG), dono da Iberia e da British Airways.
A Air France-KLM foi a primeira interessada a confirmar a apresentação de uma proposta não vinculativa, em abril, e reiterou o seu forte interesse na transportadora portuguesa. O grupo destacou também a experiência na relação com acionistas estatais.
O Estado francês é o maior acionista da Air France-KLM, com 27,98% do capital, seguido pelo Estado neerlandês, que detém 9,13 por cento.
A Lufthansa Technik está também a construir uma unidade industrial no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, dedicada à reparação e manutenção de componentes de aeronaves. O investimento está avaliado em centenas de milhões de euros e deverá criar mais de 700 empregos qualificados até 2027.
O Governo exige garantias quanto à manutenção da marca TAP, da sede em Portugal, do `hub` de Lisboa e de rotas consideradas estratégicas, incluindo ligações internacionais relevantes para a economia e para as comunidades portuguesas.
A privatização não abrange as participações nos setores do `handling`, através da SPdH (antiga Groundforce) e do `catering`, através da Cateringpor - entretanto já vendidas para concluir o plano de reestruturação acordado com Bruxelas -, nem os ativos imobiliários conhecidos como "reduto TAP".
O executivo mantém ainda a possibilidade de cancelar o processo em qualquer fase, sem direito a indemnização para os interessados, caso considere que as propostas não salvaguardam o interesse estratégico do país.
c/agências
O Estado francês é o maior acionista da Air France-KLM, com 27,98% do capital, seguido pelo Estado neerlandês, que detém 9,13 por cento.
A Lufthansa Technik está também a construir uma unidade industrial no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, dedicada à reparação e manutenção de componentes de aeronaves. O investimento está avaliado em centenas de milhões de euros e deverá criar mais de 700 empregos qualificados até 2027.
O Governo exige garantias quanto à manutenção da marca TAP, da sede em Portugal, do `hub` de Lisboa e de rotas consideradas estratégicas, incluindo ligações internacionais relevantes para a economia e para as comunidades portuguesas.
A privatização não abrange as participações nos setores do `handling`, através da SPdH (antiga Groundforce) e do `catering`, através da Cateringpor - entretanto já vendidas para concluir o plano de reestruturação acordado com Bruxelas -, nem os ativos imobiliários conhecidos como "reduto TAP".
O executivo mantém ainda a possibilidade de cancelar o processo em qualquer fase, sem direito a indemnização para os interessados, caso considere que as propostas não salvaguardam o interesse estratégico do país.